HistÓria de CÁceres

Vila Maria do Paraguai - este foi o nome recebido por ocasião de sua fundação em 06 de outubro de 1778, uma homenagem prestada pelo então Governador da Capitania de Mato Grosso, Capitão-general LUIZ DE ALBUQUERQUE DE MELLO PEREIRA E CÁCERES à rainha de Portugal Dona Maria I (chamada de a rainha louca).

Cronologia

1778 Fundação de Vila Maria do Paraguai
1860 Posse da primeira Câmara de Vereadores de Vila Maria
1874 Elevação à categoria de cidade recebendo o nome de São Luis de Cáceres
1883 Mudança do Marco do Jauru para a Praça Barão do Rio Branco
1917 Criação do primeiro jornal da cidade "O Comércio"
1927 Passagem da Coluna Prestes pelas imediações da cidade
1928 Inauguração do Porto Mário Correia em frente à Praça Barão do Rio Branco
1929 Inauguração do prédio da Prefeitura Municipal de Cáceres
1938 Em 26 de outubro desse ano foi alterado o nome da cidade para Cáceres, através do Decreto-Lei 208
1950 Início de intenso movimento migratório de colonos oriundos em sua maioria do Sul do País, em busca de terras férteis e baratas. Esse movimento foi grandemente beneficiado com a construção da Ponte Marechal Rondom sobre o Rio Paraguai, facilitando o acesso por terra às novas fazendas ocupadas

Termo de Fundação do novo estabelecimento, a que mandou proceder o Illmo. e Ex. Snr. Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, Governador e Capitão General d´este Capitania de Matto-Grosso, denominada Villa Maria do Paraguay.

Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de 1778, aos 6 dias do mez de Outubro do dito anno, n´este districto do rio Paraguay e margem oriental d´elle, no lugar onde presentemente se dirige a estrada que se seguia á Cuyabá desde Villa Bella, sendo presente o Tenente de Dragões Antonio Pinto do Rego e Carvalho, por elle foi dito que tinha passado á este dito lugar por ordem do Illmo. e Exm. Snr. Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, Governador e Capitão General d´esta Capitania de Matto-Grosso, para com effeito fundar, erigir e consolidar uma povoação civilisida, aonde se congregassem todo o maior numero de moradores possivel, comprehendidos todos os casaes de indios castelhanos proximamente desertados para estes Dominios Portuguezes da Provincia de Chiquitos, que fazem o numero de 78 individuos de ambos os sexos, á que juntando-se todo o outro numero das mais pessôas congregadas para o dito fim, faz o total de 161 individuos de ambos os sexos; cuja povoação, segundo as ordens do dito, se denominará de hoje em diante, em obsequio do real nome de Sua Magestade, - Villa Maria do Paraguay, - esperando-se que de semelhante estabelecimento haja de resultar grande utilidade ao real serviço e commodidade publica: e porque supposto o plano do terreno para a dita villa se acha com alguma disposição para continuar á fundar-se com regularidade: comtudo, como alguns dos alinhamentos não estão conformes ao projecto da boa policia, como deveria ser, determinou elle, dito Tenente, á tods os moradores, em nome de S. Ex., que deixando de faser mais algum beneficio á varias cabanas existentes, só n´ellas assistem em quanto se fabricavam casas no novo arruamento, que lhe fica prescripto, e balisado por elle, Tenente, com marcos solidos de páo de lei; sendo obrigados á não excederem nem diminuirem a dita construcção na altura de 14 palmos de pé direito na frente de todas as casas que se levantarem e 24 palmos de altura no cume; outrosim, determinou que precisamente chamariam para regular os ditos pés direitos ao carpinteiro João Martins Dias, e na falta d´este outro algum intelligente no officio, afim de conservar sem discrepancia, segundo o risco, a largura de 60 palmos de ruas que estão assignadas por elle, dito Tenente; cujas actualmente demarcadas e abalisadas terão os seguintes nomes, á saber: a primeira, contando do norte, rua d´Albuquerque, a immediata, para o sul, rua de Mello, as quaes ambas vão desembocar na praça e cada uma d´ellas faz face á mesma do norte e do sul; assim como também as travessas de 30 palmos, que dividem os quarteis das ditas ruas, e se denominarão estas travessas, a primeira, contando do poente para o nascente, travessa do Pinto, e a que se segue, contando também para o nascente, travessa do Rego, e no alto da praça da mesma banda do nascente, cuja frente fica riocada entre as ruas e travessas, com 360 palmos, cujo numero tem também as mais quadras, poderão os moradores erigir a sua egreija por ficar a porta principal d´ella para o poente, como o determinam os rituaes; e o mais terreno d´esta frente da praça por agora se não occuparia em casas, deixando-o livre para as do conselho e cadéa, quando se deverem fabricar.